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Além dos Cuidados Paliativos: desvende o Hospital de Transição

Cuidados Paliativos
Reabilitação
Reabilitação Intensiva

Conhecido pelo acolhimento do modelo Hospice, o Hospital de Transição oferece programas de Reabilitação para diversos perfis de paciente.

Sessão de Reabilitação Funcional na Clínica Florence Unidade Recife
Sessão de Reabilitação Funcional realizada com pacientes na Unidade Recife da Clínica Florence.

O conceito ainda é considerado novo no Brasil: uma instituição de saúde dedicada a pacientes pós agudo, ou seja, pacientes cujas condições e quadros clínicos requerem cuidados complexos, que necessitam de suporte médico, cuidados interdisciplinares e de reabilitação antes do retorno ao domicílio, para outras instalações de cuidados a longo prazo ou ainda de conforto e qualidade de vida quando em contexto de finitude.

Já habituais na América do Norte e Europa, os Hospitais de Transição ganharam destaque pela filosofia Hospice, que tem como foco os cuidados essenciais de suporte emocional, social, físico, espiritual, bem como o respeito a autonomia do paciente. As atividades do Modelo Hospice incluem, de forma fundamental, os Cuidados Paliativos, especialmente em virtude do envelhecimento populacional e do aumento da prevalência das doenças crônico-degenerativas, e conta com uma equipe interdisciplinar para a condução das abordagens paliativas.

Os Hospitais de Transição são uma opção intermediária entre os hospitais gerais, voltados para cuidados agudos, e os modelos de atenção domiciliar. Funcionando como uma ponte entre o hospital geral e o domicílio ou home care, eles oferecem um ambiente controlado, adequado e seguro para viabilizar a finitude da vida para os pacientes em Cuidados Paliativos ou buscam facilitar a recuperação ou a redução da complexidade dos cuidados em reabilitação, permitindo o retorno a residência e a alta de forma mais assertiva.

TRANSIÇÃO DE CUIDADOS E REABILITAÇÃO INTENSIVA

Hospitais de Transição como a Clínica Florence buscam, através de um programa intensivo, acelerar a retomada da autonomia e funcionalidade dos pacientes em reabilitação, além de preparar e orientar pacientes, familiares e cuidadores para a continuidade dos cuidados de longo prazo após a alta.

Na Clínica Florence, os perfis indicados para Reabilitação Intensiva podem se beneficiar da Reabilitação Funcional ou Reabilitação – Adequação de Cuidados. Conheça os perfis:

Reabilitação Funcional

O objetivo dos programas de Reabilitação Funcional, com cuidados intensivos, em Hospital de Transição como a Clínica Florence, é recuperar ao máximo a independência e funcionalidade da pessoa para a realização das atividades de vida diária. Podem ser beneficiados pacientes após a fase aguda, que sofreram um evento adverso recente que gerou perda significativa nas funções físico cognitivas, ocasionando limitações para realização de atividades rotineiras como andar, comer ou tomar banho. Também podem aproveitar do plano de cuidados em Reabilitação os pacientes que necessitam de acompanhamento médico durante o período da reabilitação para finalização de antibioticoterapia e manejo de alterações laboratoriais.

Para esta abordagem interdisciplinar, os pacientes indicados são Pós AVC ou AVE, após cirurgias ortopédicas, fratura de fêmur ou Pós Fratura de Quadril em Idosos, assim como após acidentes que resultaram politrauma; após internações hospitalares prolongadas, Pós UTI cirúrgico de cirurgias de grande porte, como neurológicas, oncológicas e cardiológicas, além de Pós Sepse.

Adequação de Cuidados

Condições crônicas ou permanentes requerem cuidados e atenção interdisciplinar no Hospital de Transição para a Reabilitação Adequação de Cuidados. Pessoas com baixa possibilidade de retorno de funcionalidade e que tiveram um novo evento agudo que levou ao aumento da complexidade do cuidado e/ou necessidade de construção de um plano de cuidados personalizado pós-alta hospitalar são indicadas para a abordagem deste programa de reabilitação.

Durante a reabilitação em Hospital de Transição, além do foco na redução da complexidade do cuidado pós-alta hospitalar (retirada de traqueostomia, cuidados a lesões cutâneas, desmame de oxigênio, retirada de sonda enteral, desfralde, ganho de tônus muscular, sustentação de tronco etc.), há a capacitação da família e cuidadores, preparando-os para oferecer uma assistência adequada e segura ao paciente em seu retorno para o lar.

Reabilitação com Cuidados Paliativos?

Os Cuidados Paliativos não são aplicáveis exclusivamente aos pacientes com marcadores de fim de vida. Dra. Lívia Interaminense (CRM-PE 19030), médica geriatra e paliativista na Unidade Recife da Clínica Florence, esclarece: “Cuidados paliativos” vêm do termo “paliar”, que significa “manto”, “proteção”. A OMS, no ano de 2019, atualizou o conceito, e o cuidado paliativo é a atenção, o cuidado ofertado a todo paciente que é portador de uma doença que ameaça a continuidade da vida”, comenta Dra. Lívia.

Pessoas acometidas após eventos agudos ou doenças degenerativas podem aproveitar das técnicas de paliação, a depender do quadro clínico, em complemento as terapias de Reabilitação Funcional ou Adequação de Cuidados. A abordagem paliativa pode ser utilizada durante toda a fase do tratamento de doença que acometa a continuidade da vida, de forma que medidas de conforto, controle de sintomas, alívio a dor e ao sofrimento, por exemplo, podem estar presentes no plano de cuidados personalizado do paciente.

“É possível reabilitar pacientes em Cuidados Paliativos. Por exemplo, um paciente indicado para Cuidados Paliativos, com doença pulmonar obstrutiva crônica, porém sem marcadores de fim de vida, que agravou com uma pneumonia que o levou a internação em UTI. Casos assim, que podem ocasionar perda de funcionalidade do paciente, as abordagens de reabilitação paliativa podem ser incluídas em seu plano de cuidados, a fim de possibilitar o retorno da autonomia e buscar a redução de complexidade dos cuidados. Essas medidas têm como objetivo a independência e a qualidade de vida, indo além de uma “sobrevida” para quem possui um diagnóstico de doença sem cura”, esclarece Dra. Michele Bautista (CRM-PE 19645), gerente médica na Unidade Recife.

MODELO HOSPICE

O nome Hospice têm referência ao termo hospitalidade, com origem histórica nos abrigos e hospedarias para pessoas doentes, feridas, assim como para viajantes e peregrinos, mantidos por religiosos na Europa, no século XI.

O Hospice não é um local específico, mas sim uma palavra que traz o conceito e a filosofia de Cuidados Paliativos. Por isto, o Hospice Care pode ser entregue em casa, em hospitais gerais ou em unidades de transição de cuidados, como a Clínica Florence.

Voltado para atenção a pacientes com doenças em fase de terminalidade para promover qualidade de vida, este modelo dedica cuidados compassivos no momento que apresentam sintomas de difícil controle e perda de funcionalidade.

Considerando as diversas dimensões do sofrimento humano e compreendendo a morte como o estágio final da vida, a filosofia Hospice, presente no Modelo Hospice, afirma a vida, mas não tenta apressar ou adiar a morte. Na Clínica Florence, uma equipe interdisciplinar trabalha em conjunto para que os últimos dias sejam vividos com dignidade e o maior conforto possível, ao lado dos entes queridos.

Com equipe médica formada por especialistas em Medicina Paliativa e equipe interdisciplinar capacitada para a atuação, o olhar integral à saúde está presente na Reabilitação Funcional, Adequação de Cuidados, bem como nas Linhas de Cuidado da Clínica Florence.

Com Unidades em Salvador (BA) e Recife (PE), a Clínica Florence é o Hospital de Transição de cuidados pioneiro no Norte/Nordeste, apresentando uma proposta de internação segura, humanizada e especializada no atendimento de pacientes em Reabilitação Intensiva e em Cuidados Paliativos de fim de vida e tem, entre os valores, o cuidado centrado no paciente e família.