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Paciente após sair da UTI: masterclass debate novo olhar da enfermagem

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“A gente precisa sair do foco da sobrevivência do paciente na UTI para o foco da qualidade da sobrevivência”, defende gerente de práticas assistenciais da Florence Recife.

Salvar vidas sempre será a prioridade na UTI. Mas, diante dos avanços da medicina intensiva, surge um novo compromisso: garantir que essa vida preservada tenha qualidade, autonomia e funcionalidade no longo prazo

Essa é a defesa de Luana Ruiz, Gerente de Práticas Assistenciais da Florence Recife, que conduziu a masterclass sobre o tema na noite da última quarta-feira (26), em encontro presencial que reuniu profissionais de saúde interessados em atualizar conhecimentos e fortalecer práticas de cuidado.

“A principal mudança de mentalidade que a enfermagem precisa assumir é que a gente precisa sair do foco da sobrevivência do paciente na UTI para o foco da qualidade da sobrevivência”, afirmou Luana Ruiz.

Segundo a especialista, essa transformação na mentalidade dos profissionais da enfermagem exige uma mudança profunda na forma como a equipe compreende seu papel. O olhar não pode mais se restringir ao momento agudo da internação, mas deve abranger todo o percurso de cuidado do paciente.

“Esse foco tem que ser menos agudo e mais longitudinal de cuidados com esse paciente. Um olhar um pouco mais biopsicossocial(…)”, explicou Luana. A abordagem biopsicosocial considera não apenas os aspectos biológicos da doença, mas também as dimensões psicológicas e sociais do paciente. Isso significa enxergar a pessoa internada para além dos sinais vitais, exames e protocolos clínicos, reconhecendo suas emoções, relações familiares, contexto social e expectativas para o futuro.

Enfermagem como elo essencial

Na visão de Luana Ruiz, a enfermagem ocupa posição estratégica fundamental nessa transformação, atuando como ponte entre diferentes atores do cuidado, como equipe multiprofissional e família. “Então, considerando esse ponto, a enfermagem precisa estar muito alinhada a um plano de cuidado longitudinal do paciente para que ele possa apoiar esse paciente e essa família num processo educacional pós-alta”, contextualiza.

Esse papel de articulação coloca o enfermeiro como figura central não apenas na execução de procedimentos técnicos, mas na construção de uma comunicação efetiva que prepare pacientes e famílias para a continuidade do tratamento após a alta hospitalar.

Para viabilizar essa mudança de paradigma, Luana Ruiz apontou a educação continuada como ferramenta indispensável. E essa educação precisa acontecer em duas frentes simultâneas. “Não só dos profissionais que hoje vivem dentro da UTI, como também das famílias”, afirmou a gerente de práticas assistenciais.

A capacitação dos profissionais deve prepará-los para adotar essa perspectiva mais ampla e longitudinal do cuidado. Já a educação das famílias é fundamental para garantir que o trabalho iniciado na UTI tenha continuidade no ambiente domiciliar, com compreensão adequada das necessidades do paciente e das estratégias de cuidado necessárias.

Florence como espaço de trocas

Esta masterclass integra uma série de iniciativas da Florence voltadas para ampliar debates sobre humanização, qualidade assistencial e formação profissional na área da saúde.

A instituição tem se consolidado como espaço não apenas de atendimento clínico, mas também de reflexão, formação e inovação em práticas de cuidado.

Com unidades em Salvador e Recife, a Florence tem promovido regularmente encontros, palestras e cursos que reúnem profissionais interessados em aprofundar conhecimentos e aprimorar práticas, contribuindo assim para a elevação do padrão de cuidado em saúde na região.

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