Por que o AVC também ameaça quem se exercita?
Atendimento ágil e reabilitação precoce são fundamentais para reduzir sequelas e devolver autonomia.
Ele sempre foi sinônimo de vitalidade. Empresário, pai de três filhos e praticante de triathlon nas modalidades Ironman e Ultraman amador, Beto Lopes, tinha 59 anos, levava uma vida muito ligada ao esporte, com treinos intensos e alimentação equilibrada. Mas, um episódio inesperado colocou à prova tudo o que ele sabia sobre resistência.
Beto estava em Rio de Contas na ocasião, na Chapada Diamantina, onde participaria de uma prova de triathlon. No hotel, começou a passar mal e foi levado às pressas para Vitória da Conquista, com a suspeita de ser um AVC – Acidente Vascular Cerebral. Dois dias depois, diante da gravidade do quadro, precisou ser transferido em uma UTI aérea para Salvador, onde foi submetido a intervenções cirúrgicas e permaneceu internado.
De acordo com o médico João Gabriel Ramos, da clínica onde o atleta fez a reabilitação, a história deste paciente reforça a importância do diagnóstico rápido e do tratamento especializado. “Mesmo pessoas ativas e aparentemente saudáveis podem ter AVC por fatores genéticos ou condições silenciosas, como alterações cardíacas e hipertensão não diagnosticada. O diferencial está no tempo: cada minuto conta. A agilidade no atendimento e a reabilitação precoce são fundamentais para reduzir sequelas e devolver autonomia ao paciente”, explica o especialista da Clínica Florence.
O caso de Beto Lopes é um lembrete poderoso neste Dia Mundial do AVC (29 de outubro): estar em forma não significa estar imune. “O Brasil chegou a registrar, no começo deste ano, uma morte a cada sete minutos decorrente de AVC. E já é grande a incidência de casos na faixa etária de 18 a 45 anos”, detalha Dr. João. Ele destaca que reconhecer os sinais, como rosto torto, fala enrolada e fraqueza em um dos lados do corpo, além de buscar ajuda imediata, pode ser a diferença entre a vida e a morte.
Superação
A esposa do atleta, Ceres Dias, acredita que o atendimento hospitalar recebido e a reabilitação já desde o início foram decisivos para a recuperação. “Ninguém acreditava que ele podia estar aqui, e hoje está aí. O suporte que recebeu, somado ao amor pelo esporte, o trouxe de volta. Quem sabe um dia ele volte a treinar, possa dar aulas?”, comemora.
Beto cursou Educação Física e sonhava em dar aulas quando se aposentar e inspirar outras pessoas a cuidar da saúde. Atualmente, Beto está com 62 anos. Ficou com sequelas na fala, leitura e escrita, mas desde 2023 voltou a nadar, correr e pedalar — as três modalidades que sempre fizeram parte da sua rotina e que são motivo de muita alegria, uma grande vitória. O atleta já treina e compete em provas mais curtas.
Reabilitar para devolver a autonomia
“A reabilitação pós-AVC é uma etapa decisiva para a recuperação funcional do paciente. O trabalho integrado de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento médico ajuda a reduzir sequelas e, em alguns casos, restabelece movimentos, fala, cognição e autonomia, melhorando a qualidade de vida. E quanto mais precoce é esse processo, maiores são as chances de o paciente retomar sua independência”, explica Dra. Flaviane Ribeiro, coordenadora do Serviço de Reabilitação da Florence.
Depois do AVC, o cuidado certo faz toda a diferença
Se você está enfrentando esse desafio com alguém que ama, conte com a Clínica Florence para transformar cuidado em esperança.
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