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Quem é o paciente além do diagnóstico? Conheça o prontuário afetivo da Florence

Clínica Florence
Cuidados com a saúde

Em algum lugar entre a ficha de admissão e o leito hospitalar, existe uma pergunta que raramente é feita: quem é você quando não está hospitalizado?

Desde 2017, a Florence decidiu fazer essa pergunta, registrar a resposta e transformar esse olhar em uma prática estruturada: o prontuário afetivo.

Hobbies, amores, preocupações, memórias, músicas favoritas, histórias de vida. Por muito tempo, no contexto da saúde, parecia que tudo isso precisava esperar do lado de fora da instituição. Como se o cuidado devesse se concentrar apenas no que dói, sem necessariamente conhecer quem sente.

Mas cuidar exige mais do que tratar sintomas. Exige reconhecer que existe uma pessoa por trás de cada diagnóstico.

“Todos os grandes e pequenos momentos, feitos com amor e com carinho, são pra mim recordações eternas (…) Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato…”

Foi com um entendimento próximo ao de Clarice Lispector que nasceu o prontuário afetivo da Florence.

Mais do que uma ferramenta, ele expressa aquilo que a instituição acredita e pratica diariamente: um cuidado centrado na pessoa, que preserva dignidade, autonomia e cria condições para novos começos.

O prontuário afetivo não substitui o prontuário clínico, com seus registros técnicos e indicadores assistenciais. Pelo contrário. Ele existe ao lado dele para complementar aquilo que os exames não mostram.

E faz isso utilizando o recurso mais antigo que existe: perguntar. Ouvir. Registrar.

O que é o prontuário afetivo da Clínica Florence?

O prontuário afetivo reúne informações pessoais que ajudam a equipe a conhecer melhor quem está sendo cuidado.

Perguntas simples conduzem esse processo:

  • O que você mais gosta de fazer?
  • Quem são as pessoas mais importantes da sua vida?
  • O que mais te preocupa neste momento?
  • Qual é sua música favorita?
  • Existe algo que você não gosta?

As respostas ficam organizadas em um pequeno display instalado nos quartos e acessível para todo o time do cuidado, da equipe de higienização aos profissionais responsáveis pela assistência clínica.

Antes de cada interação, existe a possibilidade de conhecer
algo que vai além da condição de saúde.

Como a escuta transforma o cuidado hospitalar?

Na prática, isso muda a forma como as relações acontecem.

Significa que a técnica de enfermagem que entra no quarto às seis da manhã sabe que Dona Vânia, de 74 anos, que convive com Parkinson há cinco anos, gosta de forró e tem um marido que foi jogador de futebol.

Significa que o fisioterapeuta entende por que o Sr. Dadá, em processo de reabilitação após um AVC, tem pressa para concluir sua recuperação: existe um cachorro esperando por ele em casa.

Essas informações não alteram um diagnóstico. Mas transformam a forma como o cuidado acontece.

Porque quando o profissional conhece aquilo que mobiliza, conforta ou preocupa alguém, ele também consegue construir conexões mais humanas e significativas.

O que o prontuário afetivo revela além do diagnóstico

O prontuário afetivo representa uma escuta sistematizada, mas genuína.

É um convite para lembrar que pessoas não deixam de existir quando adoecem.

Continuam sendo mães, pais, avós, filhos, apaixonados por música, por viagens, por animais, por histórias e por tudo aquilo que compõe uma vida.

Na Florence, acreditamos que cuidar bem começa por reconhecer essa individualidade.

Talvez Clarice já soubesse disso há muito tempo: entender alguém nunca foi uma questão de inteligência.

É sempre, primeiro, uma questão de sentir.

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